Estimados(as) Catequistas,
"Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu" (Eclesiastes 3,1).
Há 28 anos foi tempo de integrar o SDCIA; há 22 anos, tempo de assumir a missão de seu diretor. Agora é tempo de partir.
Quando fui ordenado, escolhi como lema uma frase do Pe. Jean Gailhac: “Quero acolher com amor tudo o que vier de Deus.” Hoje, procuro vivê-la de modo especial, acolhendo este novo tempo que Deus me oferece, através do Senhor D. José, a quem agradeço profundamente a confiança ao longo destes anos, e também esta nova etapa que agora se inicia.
Recordo com gratidão o início deste caminho, ao lado da Irmã Maria Emília (SNSF), com quem aprendi a ser melhor catequista, a amar a nossa diocese e a dedicar-me com entusiasmo à formação de catequistas. Com ela descobri, de modo muito concreto, a importância insubstituível dos catequistas nas comunidades: a sua entrega às crianças e adolescentes, a sua generosidade e o testemunho fiel, tantas vezes marcado por sacrifícios silenciosos, no anúncio do Reino de Deus.
Quando, em 2004, o Senhor D. Manuel—também ele merecedor da minha gratidão pela confiança—me confiou a direção do Secretariado, sendo eu leigo, levava comigo duas certezas firmes:
- Deus conduz a nossa vida e a Sua Igreja, sendo o Espírito Santo o verdadeiro protagonista da catequese;
- Em cada paróquia existia um autêntico “exército de evangelizadores” — como nos chamou o Senhor D. Manuel Clemente — com quem eu poderia sempre contar.
Ao longo destes 28 anos, tive a graça de visitar inúmeras paróquias, dinamizar centenas de cursos de formação, retiros, encontros com adolescentes, crianças da Primeira Comunhão e tantas outras iniciativas. Foram milhares de rostos, histórias e experiências que guardo com profunda alegria no coração.
Nada disto, porém, teria sido possível sem as equipas do Secretariado, a quem reitero a minha sincera gratidão, e sem cada um e cada uma de vós, catequistas, que sempre me acolheram com amizade, disponibilidade e espírito de missão. Tudo o que foi feito—certamente limitado e marcado pelas minhas fragilidades—só foi possível graças à vossa colaboração generosa.
Agradeço-vos profundamente os estímulos, as sugestões, a participação nas atividades e o compromisso contínuo com a formação. Agradeço também a vossa compreensão e caridade perante as minhas limitações, que por vezes terão condicionado o caminho.
A todos, todos, todos, a minha mais sincera gratidão.
Estes foram anos profundamente felizes da minha vida, nos quais tanto aprendi com os sacerdotes da diocese, convosco, com as equipas diocesanas de catequese e com o SNEC. Procurei sempre dar o melhor de mim e contribuir para que a catequese da nossa diocese vivesse em comunhão com a Igreja em Portugal. Faltam palavras para exprimir a gratidão que levo no coração. Obrigado. Que o Senhor da messe vos recompense abundantemente.
Ao meu irmão Diácono João Neves, que agora assume esta bela missão, deixo os meus votos de uma experiência tão feliz quanto a que vivi, bem como a garantia da minha oração e disponibilidade para colaborar.
Com amizade sincera, um forte abraço em Cristo,
Diác. Paulo Campino